Rio São Francisco
Cerca de um ano após a descoberta de terras por Pedro Alvarez Cabral, o navegador Américo Vespúcio chegou ao Brasil e encontrou a foz de um enorme rio que desaguava no mar. A data era 04 de outubro de 1501, dia de São Francisco, e assim o rio ganhou seu nome atual. Para as diversas nações indígenas que habitavam aquela região, no entanto, aquelas águas tinham um nome antigo: Opará, que significa algo como “rio-mar”.
Carinhosamente chamado Velho Chico, o rio é um dos mais importantes cursos d’água do Brasil e de toda a América do Sul, desaguando no Oceano Atlântico após drenar uma área de aproximadamente 641 000 km² e atingindo 2 830 km de extensão.
Transposição do Rio São Francisco
Assista ao vídeo com o comentário do jornalista especializado em meio ambiente Washingon Novaes sobre a questão da transposição do rio São...
read moreNúmeros do Rio São Francisco
Extensão: 2.700 quilômetros – desde a Serra da Canastra, no município mineiro de São Roque de Minas, onde nasce, até a sua foz, entre os estados de Sergipe e Alagoas. Área da Bacia: 634 mil km2 Divisão da bacia: - Alto São Francisco – das nascentes até a cidade de Pirapora (MG), com 100.076 km2, ou 16% da área da Bacia, e 702 km de extensão. Sua população é de 6,247 milhões de habitantes- Médio São Francisco – de Pirapora (MG) até Remanso (BA) com 402.531 km2, ou 53% da área da Bacia, e 1.230 km de extensão. Sua população é de 3,232 milhões...
read moreOs vapores e as histórias de Itacarambi
É um tanto intangível para as gerações mais novas imaginar porque o Velho Francisco foi o Rio da Integração Nacional. Rio de Janeiro era a capital, e o Nordeste era o Brasil a que ela se integrava. Mas isso fica ainda mais claro quando ouvimos as histórias de quem viveu essa época exatamente no meio do caminho, entre Pirapora – MG e Juazeiro – BA, no porto de Itacarambi – MG. Seo Jaime Pacheco, 76 anos, 40 pescando no São Francisco, lembra-se muito bem da época em que 12 vapores faziam o trajeto, trazendo riqueza e comércio para a região. “Na...
read moreConhecimento e respeito pelo Velho Chico
Poucos conhecem o São Francisco tão bem quanto aqueles que tiram seu sustento do rio. Os pescadores conhecem cada curva, barranca e pedra do seu local de trabalho. São barranqueiros e ribeirinhos, de Iguatama a Três Marias, que contam seus problemas, sugerem soluções e pedem ajuda para a preservação do Velho Chico. Aos 60 anos de idade, José Maurício de Campos, conhecido como seo Mauricinho, tem mais de trinta só de pesca profissional nos arredores de Iguatama. Ele explica que no começo tinha peixe e água demais, e os pescados incluíam o...
read moreÁgua para o Sertão
A polêmica ‘revitalização x transposição’ do Velho Chico se arrasta por alguns anos e ainda é motivo para acaloradas discussões. Mesmo que a primeira posição prevaleça, a segunda continua viva e com ferrenhos defensores, tanto nas possíveis cidades afetadas quanto no Congresso e órgãos do governo. Independente disso, grandes obras com o intuito de levar água ao semi-árido brasileiro já se encontram em funcionamento ou em construção, a maioria sob a responsabilidade da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba...
read moreImpactos Ambientais no Velho Chico
Se o São Francisco tem problemas desde sua nascente, foi no remanso da represa de Três Marias onde a Expedição Américo Vespúcio encontrou os maiores impactos ambientais. O próprio reservatório, inaugurado em 1961, gera problemas irreversíveis para o rio. Podemos dizer que este impacto foi calculado, afinal, o país precisa de energia e estamos num momento difícil, em que é necessário rediscutir os modelos energéticos brasileiros. A situação no reservatório, por exemplo, é crítica. Segundo dados da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig),...
read moreRevitalização do São Francisco
Antes de ouvirmos falar da revitalização do Velho Chico o que estava em pauta era um assunto muito menos consensual, a transposição do rio. Tratava-se de um projeto que tiraria águas do São Francisco, na altura de Cabrobó-PE, e levaria para o interior do semi-árido nordestino, a região mais seca e sofrida do País, atendendo áreas do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco. Como a transposição se transformou em revitalização? Há várias justificativas, e apenas uma delas é a falta de água no rio. Quando o governo Fernando Henrique...
read morePequeno exemplo às margens do Velho Chico
O rio São Francisco guarda algumas surpresas às suas margens, e uma delas é a pequena cidade de Itacarambi – MG. Com pouco mais de 17 mil habitantes, a cidade é toda arborizada, pintada com cores alegres, bem limpa e hospitaleira. Há pouco tempo a cidade foi elogiada num encontro de prefeitos ribeirinhos que reuniu representantes de cinco estados na nascente do rio, em São Roque de Minas. O motivo é que Itacarambi não polui o Velho Chico. A pintura de ruas e casas em Itacarambi – MG é uma das medidas para cativar turistas. Foto:...
read moreLixo: O inimigo do rio
Desde sua nascente, o São Francisco sofre com um grave problema ambiental: despejo de lixo e esgoto urbano. Este tipo de ação pode provocar doenças e levar resíduos perigosos às águas, ameaçando a vida no rio e nas cidades ribeirinhas. Detritos jogados próximo ao porto de Xique-Xique-BA. Foto: Fernando Zarur Com exceção de Itacarambi-MG, as mais de 15 cidades por onde esteve a Expedição Américo Vespúcio jogam seus detritos no rio. Na realidade, praticamente todos os 503 municípios que compõem a Bacia do São Francisco praticam este tipo de...
read moreAlternativa na Arte
A cidade de Barra, às margens do Velho Chico, na Bahia, já foi chamada de ‘Princesa do São Francisco’. Os encantos da terra são muitos: as belas dunas do vilarejo de Icatu, a força das lavadeiras na beira do rio, o agitado passado político e cultural. E, entre as inúmeras graças, destaca-se a habilidade da população com o barro. Totalmente artesanal, a produção de Barra não conta com nenhum tipo de maquinário, nem a tradicional roda com pedal. Foto: Marcello Larcher A tradição ceramista do povo de Barra é antiga, resultado de uma combinação...
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