O ministro da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Nilmário Miranda, disse durante a audiência pública da Comissão Mista de Inquérito (CPMI), que a Polícia em Minas Gerais não acreditou que as ameaças contra os trabalhadores sem-terra fossem se confirmar. Miranda acredita que o motivo da descrença é a baixa violência na região do Jequitionha, em Minas Gerais, onde no último sábado (20) aconteceu uma chacina que matou cinco trabalhadores sem-terra. "Essa e uma região muito pobre, mas que apresenta baixos índices de violência. Na cidade de Felisburgo havia muito tempo que não acontecia um assassinato", disse o ministro.
Miranda disse também que não vê a necessidade do Movimento dos Sem-Terra (MST), junto com a Pastoral da Terra de denunciar junto a Organização das Nações Unidas (ONU), isso porque o governo brasileiro tem tomado todas as medidas necessárias para a solução do caso. "A ONU não deve chamar o governo brasileiro, porque nós estamos comando todas as medidas necessárias. Não estamos sendo negligentes", afirmou.
Segundo o ministro, três acusados de participar da chacina já estão presos, entre eles, dois ex-integrantes o MST. Outros quatro mandatos de prisão já foram expedidos. Miranda não acredita que os ex-integrantes presos tenham participado do atentado por vingança, até porque para ele está claro, neste caso, que o crime foi a mando do fazendeiro Adriano Luedy. Quem comandou a chacina, segundo a investigação, foi o sobrinho de Adriano, Calixto Luedy.
Pela investigação, o ministro suspeita que Adriano possa ser um dos homens encapuzadas que integravam os pistoleiros. "Várias provas levam a crer que o crime foi a mando de Adriano Luedy, inclusive ele não fez questão de esconder. Acho que ele pensou que ia ficar impune", disse
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