O diretor-executivo da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Danilo Forte, avalia como "lamentável" a situação dos índios guarani-kaiowá, do Mato Grosso do Sul. Despejados há um mês, os indígenas estão desabrigados, vivendo na beira da estrada – que liga as cidade de Antonio João e Bela Vista.
"A tarefa de demarcação de terras não é nossa, é da Funai. É lamentável que aqueles que foram nossos preceptores sejam jogados, despejados a beira de uma estrada, de forma desumana", afirma.
Segundo Forte, a função da Funasa, responsável por garantir a saúde indígena, seria a de fazer um acompanhamento preventivo. Mas, devido a situação em que se encontram as famílias, a fundação tem sua atuação limitada. "A gente tem procurado suprir a nossa tarefa institucional. Mas é claro que deixa muito a desejar", avalia.
De acordo com o diretor-executivo, a Funasa está fornecendo cestas básicas e água e deslocou uma equipe médica até o local. Após o despejo, uma criança indígena morreu e outras 15 estão em estado de desnutrição.
Páginas relacionadas
Funai alerta sobre riscos à saúde das crianças em acampamento guarani-kaiowá 02/01/2006
Índios de quatro países debatem falta de terras 04/02/2006
Falta de terra é causa da morte de crianças indígenas, conclui relatório de deputados 11/05/2005
Líderes guarani-kaiowá enviarão carta a Lula para pedir homologação de terra indígena 21/03/2005
Funasa confirma morte de mais duas crianças indígenas no Mato Grosso do Sul 21/03/2005