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Parque Indígena do Xingu

Pôr-do-sol no rio Xingu

Barco rumo ao pôr-do-sol no rio Xingu.

O Parque Indígena do Xingu é considerada a maior e uma das mais famosas reservas do gênero no mundo. Criado em 1961, durante o governo de Jânio Quadros, foi resultado de vários anos de trabalho e luta política, envolvendo os irmãos Villas Bôas, ao lado de personalidades como Marechal Rondon, Darcy Ribeiro, Noel Nutels, Café Filho e muitos outros.

Localizado ao norte do Mato Grosso, numa área com cerca de 30 mil quilômetros quadrados, seu território abriga mais de uma dezena de etnias, entre elas: Waurá, Kayabi, Ikpeng, Yudja, Trumai, Suiá, Matipu, Nahukwa, Kamaiurás, Yawalapitis, Mehinakos, Kalapalos, Aweti, Kuikuro.

Ameaças

Mapa do desmatamento na região do rio Xingu até 2007 (fonte: Yikatuxingu.org.br)

Mapa do desmatamento na região do rio Xingu até 2007, clique a imagem para ver mapa completo (fonte: Yikatuxingu.org.br)

Em mais de meio século de existência, o Xingu passou por diversas mudanças que coincidem com a história da questão indígena nas últimas décadas. No início, a filosofia aplicada pelos Villas Bôas visava proteger o índio do contato com a cultura dos grandes centros urbanos. Na época, por exemplo, não era permitido nem usar chinelos ou andar de bicicleta, para que nada mudasse no cotidiano tribal.

Desde o fim da década de 1970, esta situação começou a mudar. Apesar de pescadores, garimpeiros e fazendeiros sempre terem invadido a área do Parque, foi nesta ápoca que as primeiras invasões predatórias regulares ao território do Xingu começaram a acontecer.

Segundo o Instituto Socio-Ambiental: “ao final dos anos 90, as queimadas em fazendas pecuárias localizadas a nordeste do Parque ameaçavam atingi-lo e o avanço das madeireiras instaladas a oeste começou a chegar perto dos limites físicos definidos pela demarcação”.

Como de desenvolvimento da agropecuária em torno do Parque trouxe outro perigo: a poluição das nascentes dos rios que abastecem as comunidades locais. Como afirma o ISA, “fortaleceu-se entre os moradores da região a percepção de que está a caminho um incômodo ‘abraço’: o Parque vem sendo cercado pelo processo de ocupação de seu entorno e já se evidencia como uma ‘ilha’ de florestas em meio ao pasto e a monocultura”.

Atualmente, no entanto, a maior ameaça ao estilo de vida, cultura e sobrevivência das comunidades xinguanas são os grandes projetos de infra-estrutura, em especial as obras da usina de Belo Monte.

Sobre o Parque Indígena do Xingu:

 

16 etnias habitam o parque: Aweti, Ikpeng, Kaiabi, Kalapalo, Kamaiurá, Kĩsêdjê, Kuikuro, Matipu, Mehinako, Nahukuá, Naruvotu, Wauja, Tapayuna, Trumai, Yudja, Yawalapiti.

Línguas: Kamaiurá e Kaiabi (família Tupi-Guarani, tronco Tupí); Yudja (família Juruna, tronco Tupí); Aweti (família Aweti, tronco Tupi); Mehinako, Wauja e Yawalapiti (família Aruák); Kalapalo, Ikpeng, Kuikuro, Matipu, Nahukwá e Naruvotu (família Karíb); Kĩsêdjê e Tapayuna (família Jê, tronco Macro-Jê); Trumai (língua isolada).

Área - 2.642.003 hectares, englobando os municípios de Canarana, Paranatinga, São Félix do Araguaia, São José do Xingu, Gaúcha do Norte, Feliz Natal, Querência, União do Sul, Nova Ubiratã e Marcelândia (todos em Mato Grosso).

Principais rios: Von den Stein, Jatobá, Ronuro, Batovi, Kurisevo e Kuluene. Este último, junto com Batovi-Ronuro, são os principais formadores do rio Xingu.

Datas: A demarcação administrativa do Parque foi homologada em 1961.

Destaques:

Galeria de imagens:

 

Com informações da Wikipedia e Instituto Socio-ambiental.

 

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