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História do Rio São Francisco

Cerca de um ano após a descoberta de Pedro Alvarez Cabral, o navegador Américo Vespúcio chegou à foz de um enorme rio que desaguava no mar. A data era 04 de outubro de 1501, dia de São Francisco, santo em cuja homenagem os navegadores europeus batizaram o rio. Para as diversas nações indígenas que habitavam aquela região, aquelas águas tinham um nome antigo: Opará, que significa algo como “rio-mar”.

Desde então, o São Francisco passou a ser visitado regularmente pelas naus européias e, mais tarde, seria o principal pavimento para a colonização dos sertões goianos, o chamado Brasil-Central. No primeiro momento, porém, o terreno desconhecido e a resistência dos índios dificultaram o domínio da região.

Duas décadas depois de seu descobrimento, em 1522, o primeiro donatário da capitania de Pernambuco, o português Duarte Coelho, funda a cidade de Penedo, em Alagoas. Com a autorização da coroa portuguesa, em 1543 começa a criação de gado na região, atividade econômica que marca a história do vale do São Francisco que chegou a ser chamado de “ Rio-dos-Currais”. Estes foram os primeiros passos para o início da colonização.

Mesmo assim, a exploração estava limitada ao litoral, principalmente por causa das tribos indígenas que defendiam seus territórios no interior. Os Pankararu, Atikum, Kimbiwa, Truka, Kiriri, Tuxa e Pankarare, são alguns dos remanescentes atuais das populações que originalmente ocupavam o local.

Apesar disso, lendas sobre pedras preciosas e riquezas inacreditáveis atraíam diversos aventureiros para a região. Guiados pela cobiça, estes colonizadores foram dizimando os índios, que fugiam dali para o planalto central. Assim, ergueram-se os primeiros e pequenos arraiais, iniciando o domínio da região, onde o ouro e as pedras preciosas.

Em 1553, o rei D. João III, ordenou ao Governador Geral Tomé de Souza a exploração das margens interiores do rio. A organização da empreitada ficou a cargo de Bruza Espinosa, que teve em seu lado o Padre Aspilcueta Navarro para formar a primeira companhia de penetração. O roteiro dessa viagem e uma carta do Padre Navarro são os primeiros documentos descritivos sobre o São Francisco.

A partir daí, as águas do rio foram navegadas por dúzias de expedicionários que, aos poucos, consolidaram o domínio sobre a exploração do São Francisco. A ocupação, entretanto, ocorreu principalmente através das sesmarias, tendo sido o São Francisco ocupado parte pela Casa da Torre de Garcia DÁvila e parte pela Casa da Ponte, de Antônio Guedes de Brito. O primeiro, Garcia DÁvila, apossa-se das terras em 1573, sendo mais de 70 léguas entre o Rio São Francisco e o Parnaíba no Piauí.

Conflitos

Em 1637, os holandeses invadiram o povoado de Penedo por causa de sua localização estratégica, na foz do São Francisco. Ali construíram um forte batizado Maurício, em homenagem a Maurício de Nassau. O domínio holandês permaneceu forte até 1645, quando os portugueses retomaram a região.

Outro fator importante da ocupação nesta época, foram as missões religiosas, iniciadas por padres capuchinhos bretões a partir de 1641. Com isso, as nações indígenas sumiam do mapa, atacadas por doenças, miscigenação e pela aculturação.

Domingos Jorge Velho by Benedito Calixto

Bandeirante Domingos Jorge Carvalho (via Wikipedia)

Em 1675, jazidas de ouro são encontradas em afluentes do São Francisco pela bandeira de Lourenço de Castanho que assassina os índios cataguáses, habitantes originais da região. Desde então, dezenas de bandeirantes navegaram o rio, entre eles: Matias Cardoso, Domingos Jorge Velho, Domingos Sertão, Fernão Dias Paes, Borba Gato e Domingos Mafrense.

Nesta época, os portugueses também enfrentaram a resistência dos escravos fugitivos. Os quilombos formavam uma verdadeira república negra que desafiou por muito tempo o domínio da Coroa. Em 20 de dezembro de 1695, uma tropa mercenária, contratada por Portugal e os usineiros de açúcar da capitania de Pernambuco, destruiu o último foco da resistência armada dos escravos, ligadas ao famoso Quilombo dos Palmares.

Relevo

O Vale do São Francisco é uma depressão alongada que parte da Serra da Canastra, na parte sul da bacia, sendo formada pela Serra do Espinhaço a leste e a Serra Geral de Goiás a oeste, com altitudes variam de 1.000 a 1.300 metros do nível do mar. Já no Médio São Francisco, o curso d’água encontra-se com a Serra da Tabatinga, ao norte, cujas alturas são de 800 a 1.000 metros, formando o divisor com o vale do Parnaíba, no Piauí.

São Francisco river basin

Bacia do Rio São Francisco (via Wikipedia)

Nesse ponto, o vale toma a direção leste, margeado pela chapada do Araripe, ao norte, com 800 metros de altitude, divisor de águas com o vale do Cariri, no Ceará, sendo ao sul limitado pela Bacia de Tucano e Vaza-Barris, onde se localiza o raso da Catarina.

Dos divisores de águas de suas nascentes, onde as altitudes variam de 1.600 a 600 metros, o Alto São Francisco apresenta topografia levemente ondulada, entalhada em arenitos, ardósias e calcário. No Médio São Francisco, próximo aos limites de Goiás até a divisa de Maranhão e Piauí, os chapadões constituem as feições predominantes, com vertentes sulcadas por vales profundos. As altitudes situam-se entre 800 a 900 metros. No Baixo São Francisco, perto da foz e do nível de base, o rio perde velocidade e dá origem a depósitos sedimentares.

Solos

Há vários tipos de solos na Bacia do São Francisco, desde solos arenosos, até solos argilosos. Muitas áreas dispõem de solos salinos, ou areia pura, ambos inúteis para a agricultura. As margens e ilhas são formadas por solos transportados, que são chamados de aluviões, e sempre foram utilizados pelos ribeirinhos para cultura de subsistência, de feijão, batata, milho ou mandioca, aproveitando as vazantes, ou lameiros.

Vegetação

A cobertura vegetal da Bacia do São Francisco é bastante variada, sendo formada em sua maior parte pelos cerrados e pela caatinga. Mas em sua extensão encontramos áreas de mata, nas zonas úmidas, e de mata caducifólia, em regiões de boa precipitação com solos profundos e férteis. Como exemplo podemos citar os vales dos rios Carinhanhas, Corrente e Grande, na Bahia, e do Verde Grande, na Bahia e em Minas Gerais. Nessas matas, a vegetação é alta, densa e com espécies da chamada “madeira de lei”. Há também no São Francisco uma formação vegetal própria de terrenos alagadiços, cujas espécies, na grande maioria, têm frutos ou sementes que fazem parte da alimentação dos peixes de água doce.

Confira o conteúdo produzido durante a viagem pelo rio São Francisco:

Galeria de imagens da expedição:

Rio São Francisco

Durante os 35 dias da Expedição Américo Vespúcio, a equipe do Rota Brasil Oeste reuniu um acervo de cerca de 3 mil imagens em 35 dias de viagem que retratam a situação do São Francisco em seu aniversário de 500 anos de descobrimento pelos portugueses. As fotos refletem as belezas e problemas que encontramos ao longo dos cerca de 3mil quilômetros desde sua nascente em Minas Gerais até a foz no litoral de Alagoas.

64 Photos

  • Tata_vik

    Adorei a história,mais eu acho q ficaria melhor se todos os prefeitos,deputados,presidentes etc…Se afogassem nele!!!
          KKKKKKKKKK
    Ass: Ágatha Victória Almeida Campos

    • http://www.brasiloeste.com.br Rota Brasil Oeste

      Olha Tata, tem hora que concordo mesmo… :)

      Mas o São Francisco merece coisa melhor, rio mais brasileiro não existe!

    • leticia

      e vc junto hahahaha

    • maria_dudinha2005

      você tem razão viu tata_vik

      • maria_dudinha2005

        kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  • Ane Santos2011

    o rio representa para mim paz e armoni

  • anaclaudia

    adorei

  • anônimo

    este site é perfeito e eu tambem fiz um trabalho de geografia de ultima hora foi este site q me salvou

  • Biancalladorego

    alguem sabe o trajeto?

  • Fakeprozxd_gugo

    eu so deixo o trabalho pra ultima hr rsrsrs  to fazendo a 21 min … da prossima aula aq na escola mesmo rsrsrs

  • BRUNAEMELLI

    ADOREI MESMO FIZ UM TRABALHO DE GEOGRAFIA NA ULTIMA ORA NA ESCOLA VALDEMAR VALENTE SINADO  CAMILE DA 5 SERIE 

  • Jaqueline

    kkk tambem nao sei se isso ai e verdade mas tenho que terminar minha tarefa se nao eu perdo ponto kkk

    • Bruna Maria Dias de Lemos Fran

      ai deus escrever isso tudo é foda né mais sei que vou copiar é pra amanha esse trabalho mas sei que consigo !!!!!

  • Belsinha

    achei   muito  bom  descobrir  um  pouco  sobre  o  rio  sao francisco,vou  levar  10  em  educacao  fisica!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    • goki

      em educação fisica? eu acho que é geografia ou ciencias

  • Carla

    Gostei isso pode me ajudar mto

  • Carlaramospereiora

    posso ver que rio são francisco era um braço direito das pessoas nordestinas 

  • Giovanna

    chatoooooooooooooo.

    • Bruna Maria Dias de Lemos Fran

      nao é chato

  • negodaguatur

    Gostei muito, lí o que realmente procurava.

  • ñ sei.

    Nossa eu tenho 12 anos e ñ sei meu nome

  • zilda

    um rio muito importante q ajuda os nordestino

  • binha

    qual é o ponto mais importante da hitoria do rio

  • almir gomes

    Gostei! Estou escrevendo um conto em que “opará” é o protagonista. Uma cidade vai surgir sob as águas do Velho Chico. Certamente terá grande valor essa leitura para meu trabalho. ALMIR GOMES

  • maria_dudinha2005

    ave maria tou fazendo um trabalho d eultima hora que er para ser entregue no dia 27 de maio e eu enrrolei a prof pra ela deixar eu entregar hoje é muita coisa pra copiar entaõ é melhor eu parar de colocar comentários e adiantar meu lado e olhe que já e meia noite e apenas nem comecei a escrever o 1 paragrafo

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